XIV Colóquio de psicopatologia e saúde pública do curso de psicopatologia e saúde pública.

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XIV Colóquio de Psicopatologia e Saúde Pública do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública: ‘O mal estar no mundo do trabalho em saúde’

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) promove o XIV Colóquio de Psicopatologia e Saúde Pública do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública com o tema “O mal estar no mundo do trabalho em saúde”. O evento é gratuito e ocorre dias 24 e 25 de agosto. Está aberto a todos os interessados, sejam alunos da graduação e pós-graduação, profissionais da saúde ou de outras áreas interessados no tema.

Informações: (11) 5052-7967 ou psicopatologia@uol.com.br.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/xiv-coloquio-de-psicopatologia-e-saude-publica-do-curso-de-psicopatologia-e-saude-publica__324128

Sobre o evento

Cada vez mais, a saúde do Trabalhador da Saúde, em especial dos trabalhadores do SUS, é tema de fundamental importância tendo em vista o elevado grau de sofrimento, afastamentos, adoecimentos e desprazeres referidos desde há muito pelos profissionais deste campo. Continuar refletindo e debatendo –  com a participação de pesquisadores da área, clínicos e profissionais da saúde pública -, além de pensar caminhos alternativos para interferir na insistente equação dor-desprazer-trabalho é o objetivo deste colóquio.

Desafio relevante, levando-se em consideração contextos contemporâneos ainda mais amplos de radicalização do neoliberalismo – com predominância de uma economia financeirizada -, que impõe uma verdadeira mutação no trabalho e nas formas de vida do trabalhador, cujos expoentes mais palpáveis têm sido a intensificação dos processos de produção aliada à escassez do trabalho e à escandalosa precarização do mesmo, as novas exigências de empreendedorismo de si e de comparecimento no mercado enquanto sujeitos moldáveis, aptos a adaptarem-se a uma infinidade de demandas. E, para ampliar o panorama, no campo da saúde, lidamos com a terceirização das atividades de cuidado, as exigências de produtividade advindas de lógicas empresariais não compatíveis com esse tipo de trabalho, o desmonte de inúmeros equipamentos, o congelamento de gastos por 20 anos (EC 95), dentre outras situações ameaçadoras.

Assim, é sempre tempo de composição para o trabalho de investigação e reflexão sobre as complexas dimensões macro e micropolíticas dessa temática, considerando a impossibilidade de separar processos de trabalho, produção de subjetividade, adoecimento e sofrimento psíquico, especialmente no serviço público. Cuidar de quem cuida implica em que tipo de interferência no trabalho e na gestão em saúde? Que dispositivos acionar para ampliar o cuidado de si e do outro? Como inventar novos possíveis nessa realidade tão dura?

O convite está aberto e esperamos vocês, pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes e demais interessados, para juntos ampliarmos os horizontes de reflexão!

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